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segunda-feira, 7 de março de 2011

Enchente do rio Aquidauana - Calamidade pública!

O tempo parece não querer colaborar e a chuva estende-se por toda a região pantaneira. O nível do rio Aquidauana já ultrapassou a margem dos 8 metros e desabrigou quase 20 famílias ribeirinhas que estão alojadas em escolas e no Ginásio Poliesportivo do município.
E não bastar o desespero, os prejuízos materiais e psicológicos, a falta de perspectiva ainda aparecem políticos aos montes querendo tirar proveito da situação alarmante da população, publicando em sites de relacionamentos uma falsa solidariedade que na verdade significa: "eu estou aqui, sendo solidário a sua dor, vote em mim na próxima eleição". E ainda, o mais engraçado é ver políticos de partidos adversários se engalfinhando via facebook, porque cada qual mais quer tirar proveito maior da situação caótica da população.
É nítido como a ajuda oferecida é interesseira, por que ao indagar ao senhor político sobre reais planos para melhorar a expectativa de vida dos ribeirinhos, nenhuma única sugestão de planos futuros foi dado por parte do político em questão. É triste ver que num momento assim: difícil, ainda existam pessoas que têm tempo para tirar proveito próprio da situação.
Morei em Aquidauana por maravilhosos dez anos e presenciei algumas cheias do rio Aquidauana, mas nada o que agora se vê por lá. E lembro-me que cada cheia era motivo de discuções acerca da retirada dos ribeirinhos daquele local, porém os rumores abaixavam junto com as águas do rio. E percebe que isso não mudou em nada.
Infelizmente a população precisa ficar à mercê dessas pessoas, por que na realidade, a população é a única culpada por tudo que acontece de bom ou de ruim para si própria, pois é o povo que elege.
Deixo aqui uma mensagem: escolha melhor seus representantes, pois a gente nunca sabe o quanto vai chover amanhã! (risos).

Enchente do rio Aquidauana

Enchente: março de 2011

Escola Candido Mariano

Tristeza...

Cidade linda!
Igreja Matriz de Aquidauana

domingo, 6 de março de 2011

Enchente do rio Aquidauana

Estou com o coração apertado em saber que a cidade de Aquidauana está passando por momentos tão difíceis e que a população não pode fazer nada, a não ser orar. E é isso que tenho feito: oro por meus amigos e companheiros de jornada que estão ilhados na bela Aquidauana.
Vejo fotos que me arrepiam inteira. Lugares alagados, pessoas com a expressão desolada. E o que fazer? À não ser rezar e pedir a Deus que dê força a cada família que perdeu tudo nessa enchente.
Vi uma foto de um menino que usava uma geladeira como barco. E descia o rio. Um rodo era o seu remo. E um sorriso escapava entre seus lábios... Felizes são as crianças que de tudo fazem alegria e contentamento. À final de nada adianta o desespero.
Certo é o garoto, porque desesperar-se com uma situação que está nas mãos de Deus e tão somente nas mãos de Deus? O jeito, então, é continuar a vida e até se divertir com a situação.  
E amanhã ou depois quando as chuvas cessarem, limpar toda a sujeira, reconstruir o que tiver concerto e ai então recomeçar tudo novamente.
Deixo aqui registrado minha solidariedade aos meus queridos amigos Aquidauanenses e que Deus abençoe a todos e mande um sol quente, escaldante, típico dessa cidade que me acolheu calorosamente por anos.

sábado, 5 de março de 2011

Jornalista e leitura

Ontem observando um pate-papo acerca de uma postagem no Facebook comecei a pensar em como algumas pessoas sentem-se o centro do mundo e querem que tudo gire em sua volta.
Calma que vou explicar melhor:
Um jornalista postou em sua página do Facebook que não gostava que as pessoas comentassem suas postagens sem antes ler e entender bem as outras postagens para evitar comentários repetitivos, até ai tudo bem, ele estava tentando tornar suas postagens mais fluentes, menos enjoativas, coisas desse tipo. Só que a conversa foi tomando proporções estranhas, típicas de bate-boca. Eu senti no jornalista certa empáfia, como se ele detivesse a verdade absoluta, como se fosse uma espécie de ditador das regras, um corregedor de redes, como brincou uma comentarista. Outra pessoa comentou como era interessante o direito a livre expressão e ele quase teve um colapso por que não estava ferindo o direito dos outros de expressarem-se.
O fato é que ele se incomoda com os comentários das pessoas em seu post. Mais afinal, posts não são para serem comentados?
O jornalista em questão quer parecer mais critico, inteligente e culto do que na realidade é. E ai fica gerando atrito por coisa banal. À final é banal gerar todo esse atrito por que as pessoas não leem direito. Nós vivemos num país onde 16 milhões de pessoas são analfabetos e o cara fica se preocupando com pessoas que têm acesso a internet e que não leem por que não querem. Deixe as pessoas não lerem em paz!!!
Eu sou a favor da leitura. Sou professora de Língua Portuguesa e acho que a leitura é a solução para muitos problemas sociais, porém a imposição não é boa em nenhum sentido. As pessoas devem ler para adquirir conhecimento, por prazer e não por que alguém quer lhe enfiar leitura goela à baixo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

UTOPIA

Um dia terei asas para voar, serei livre...
serei eu
Deixarei de ser expectativas alheias
Falarei o quê e com quem quiser
Sentarei e farei o prato que me der vontade e na altura que me convier...
Gorda! Magra! danem-se!
Serei eu
Sem me importar com passado ou futuro...
Serei eu!
Eu
Singular!
(Jane Aparecida Matos Pereira)