Hoje foi um dia bom, parei para pensar sobre as coisas da vida. Em tudo o que tem acontecido em minha vida nos últimos tempos. E constatei que estou passando por ótimo momento em minha carreira profissional, uma fase maravilhosa em casa com as meninas e tenho paz em minha vida e em meu coração.
Minha mãe vive me dizendo que preciso de um homem por que não acredita que uma pessoa possa realmente ser feliz sem ter um homem para amar. Mais eu tenho vivido um momento tão bom de minha vida que mesmo essa falta de namorado não me deixa triste nem infeliz.
Mas por que as pessoas não acreditam numa verdadeira felicidade se não tivermos ao nosso lado um homem, um companheiro, um marido? Por que ligam tanto a felicidade a uma questão sentimental? Uma pessoa pode sim ser feliz sozinha. Aliás sozinha eu nunca estou: durante o dia estou sempre rodeada por meus alunos que falam o tempo todo e tenho que rebolar para conseguir dar uma boa aula e por algo de conceitual nessas cabecinhas voadas e à noite, em casa, com as meninas, pensa a correria; jantar, amor, atenção, conversa e quando deito a cabeça no travesseiro, ufa, eu desmaio. Imagina se eu ainda tivesse um marido, um homem para dar carinho, atenção, amor, sexo... Não ia sobrar nem um resquício de Jane para escrever no blog.
Eu estava lendo algumas matérias sobre relacionamentos que dizia que toda pessoa precisa ter um companheiro e numa reportagem do Globo Repórter dizia que uma pessoa sem companheiro vive menos. (risos).
Eu não consigo olhar para um homem e sentir interesse por ele. Na correria do dia-a-dia nem consigo tempo para olhar muito menos para sentir-me interessada. Mais até onde isso é um problema?
Penso que se estamos bem, felizes conosco mesmos, por que a sociedade nos julga pelo nosso estado civil?
Sou feliz sozinha.
... Bem, na realidade, sozinha é pretensão de minha parte. Sou feliz sem um companheiro, por que sozinha eu nunca estou, sempre rodeada de pessoas, amigos, filhas, alunos, parentes!
Somos uma constante transformação, uma mutação contínua e o que não muda nunca é a nossa capacidade de recordar. "O tempo é o melhor autor. Sempre encontra um final perfeito." Charles Chaplin
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sábado, 25 de junho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
EDUCAÇÃO, REALIDADE EXTINTA!
E então senhor governador do estado do MS o senhor não se sente envergonhado com o holerite que me apresenta todos os meses?
Vejam esse video, a realidade do RN não é diferente da realidade do MS e de nenhum outro estado brasileiro.
Até quando nós, professores, seremos vistos com indiferença? A realidade é assustadora e precisa de uma solução imediata, caso contrário num futuro próximo faremos parte de uma REALIDADE EXTINTA!
Conforme foi demonstrado nas reportagens do Jornal Nacional, os cursos que formariam professores são os menos procurado no Brasil, ninguém mais quer se formar em pedagogia, letras, matemática, biologia com o fim de ministrar aulas em salas de aulas superlotadas, com crianças que necessitam de apoio psicológico, de afeto familiar, de alimentação básica e tudo isso o transforma num aluno com déficit de aprendizagem e mau comportamento. Com base nisso afirmo que a categoria dos professores está entrando em processo de extinção.
E acredito que se essa realidade educacional brasileira não for repensada e repensada como prioridade, não será nenhuma surpresa se daqui há alguns anos vocês me verem numa jaula à exposição pública e uma mãe passeando com sua filhinha analfabeta dizer à ela: "FILHA ISSO É UMA PROFESSORA, eram animais racionais como ela que ensinavam as crianças a ler e escrever".
Seria cômico se não fosse Trágico!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Homem perfeito
Estou cansada da futilidade masculina.
Depois que as meninas dormem e eu fico sozinha, estabelece-se um silêncio em minhas ideias, minha vida diminui o ritmo e são nesses momentos que sinto vontade de ter um homem ao meu lado para conversar, contar as coisas do dia, fazer um carinho, um amor, um sexo ardente ou apenas ficar deitado juntos, bem quietinhos.
No entanto, tenho percebido que os homens estão regredindo, percebo que grande maioria da ala masculina ou estão virando gays ou são uns inúteis na vida, que procuram uma mulher com uma profissão estável, para se encostarem. Literalmente, se encostarem e tirar proveito daquilo que a mulher produz.
Outro dia o 0800 que eu pego de vez em quando veio com um papo que é no mínimo absurdo, disse- me que gosta de fazer amor comigo, mais que não gostaria de se casar comigo por causa do meu gênio forte. Eu olhei para ele de cima a baixo e pensei: "Senhor Deus, o que fiz eu, para que esse mero mortal pensasse... cogitasse a possibilidade de um dia morar comigo, muito menos casar”. Enfim, essa situação toda me levou a refletir sobre a possibilidade de novos relacionamentos sérios ou outro casamento.
Eu quero sim, um dia, num futuro distante, me casar novamente. No entanto, é preciso avaliar muito bem todos os pontos positivos e negativos dessa futura relação, pois, se basear-me nos meus últimos relacionamentos e no meu casamento fracassado, eu posso concluir que meu dedo é podre, aliás, a mão inteira é podre para escolher homens. Para se ter um ideia, se um homem que não presta, safado, mulherengo, sem-vergonha e pouco sucedido estiver num estádio de futebol cheio de homens bons e de futuro promissor, aposto o prêmio do BBB que eu escolho o que não presta e de olhos fechados. Estou para conhecer outra pessoa com a facilidade que eu tenho para atrair homem que não vale nada!
Mais eu queria encontrar um homem com quem eu conseguisse manter um diálogo interessante ou que depois de um dia cansativo de trabalho, simplesmente, me perguntasse como havia sido meu dia. Que me fizesse uma massagem nos pés e depois me abraçasse bem forte e firme por horas, sem falar nada, só sentisse o calor do meu corpo misturando com o dele. Que soubesse o que eu quero só me olhando, sem que fosse preciso pedir ou falar.
Um homem de braços fortes, barba rala, cheiro de creme de barbear, voz do cara que faz a dublagem do Rambo, olhos do Tom Cruise, boca do Cauã Reymond. E gostasse de dormir de conchinha, não deixasse a tampa do vaso aberta e nem mijasse no meu banheiro todo. Que não deixasse toalha molhada na cama e nem dormisse logo depois de fazer amor. Queria que ele tomasse uma cervejinha comigo nas sextas à noite e não no bar com os amigos, ou então, aqueles que nem tomam uma cervejinha. Deus me livre desses!
Queria um macho viril que fizesse sexo ardente ou um amor suave e delicado quando eu tivesse carente. E que me fizesse um carinho, me compreendesse nos dias da TPM. Que aturasse minhas rabugices, não ligasse com os palavrões que saem dessa boquinha meiga e feminina. (ironia).
Que não implicasse com o quanto eu gasto com futilidades, nem criticasse alguns hábitos meio diferentes que tenho. Que jogasse truco comigo e nem ficasse bravo por perder para mim de lavada. Que nunca me desse flores, pois elas murcham e morrem e eu as prefiro num jardim bem longe de mim.
Que não se zangasse quando eu sou um pouco grossa e não me dissesse que “um pouco grossa” é bondade minha, pois eu melhor que ninguém conheço meus defeitos e minhas qualidades também.
E só para comentar: acho o cúmulo aqueles homens que colocam nas páginas de relacionamentos da internet que possuem uma “relação aberta”! Que tipo de relação é essa? Aquela em que ele sai por ai e fica com um monte de mulheres, enquanto a esposa fica em casa lavando, passando e cuidando dos filhos? Então que eu me livre desse tipinho masculino desprezível.
Sei que são muitas exigências e algumas até muito drásticas, mais se eu encontrar um homem com um terço dessas qualidades que já descrevi eu me caso com ele no outro dia.
Mas enquanto o homem perfeito não aparece, eu vou me divertindo com os imperfeitos mesmo!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Um tempo no tempo
Maka,
Quem fui eu para você? Quem foi você para mim?
Seguramente, não posso te responder. Pois eu fui para você o que você não foi para mim e para mim você foi o que eu não fui para você.
Confuso?
Nós fomos tempos e sentimentos diferentes.
Fomos o que ficou para depois e depois apareceram tantas coisas em nossas vidas e a gente foi se perdendo no tempo. E esse tempo ficou em meu coração, guardado junto com todas as coisas importantes, junto com as pessoas importantes e com os momentos importantes.Lembranças de juventude, voracidade, animação, discoteca, músicas boas... Tempo bom!
Lembranças, lembranças, lembranças...
Lembro-me da primeira vez que nos vimos, nos corredores da escola e você veio tentando crescer para o meu lado:
Lembro-me da primeira vez que nos vimos, nos corredores da escola e você veio tentando crescer para o meu lado:
─ Hop Bagaça! Hop!
E eu te olhei de cima a baixo, mas na verdade eu vi somente seus olhos. E só seus olhos!
São castanhos, quase verdes. Profundos.
Dizem que os olhos são a janela da alma. Então isso explica o fato de eu ter visto sua alma, seu coração, pois eu enxerguei muito além de seus olhos. Mais eram eles que eu procurava pelos corredores daquela escola.
Dizem que os olhos são a janela da alma. Então isso explica o fato de eu ter visto sua alma, seu coração, pois eu enxerguei muito além de seus olhos. Mais eram eles que eu procurava pelos corredores daquela escola.
Passávamos horas conversando, rindo. Quantos tererés eu servi só para estar perto de você. E um dia, fomos envolvidos pela emoção, vivemos um flerte que logo foi deixado para trás, por você, afinal, veterano com novata tem destino curto, pois sempre surgirão novatas mais interessantes. E a fila já andava desde aquela época, não é?
E ai tudo foi tomando um rumo diferente em nossas vidas. Sua vida tomou um rumo diferente, um giro de 360º para qualquer jovem : uma filha, caiu de pára-quedas na sua vida e separou as nossas para sempre.
E então veio a distância...
Implacável distância!
Tempo. Acontecimentos. Pessoas. Amigos. Casamentos...
Tecnologia. MSN.
E nós, juntos novamente, unidos por uma tecla, e agora separados apenas por uma tela. Fria e calhente tela... Que inevitavelmente, nos aproxima e nos separa.
Tecnologia. MSN.
E nós, juntos novamente, unidos por uma tecla, e agora separados apenas por uma tela. Fria e calhente tela... Que inevitavelmente, nos aproxima e nos separa.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
O Sermão da Montanha atualizado
Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje.... O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não vi nada com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Você fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Senão vai ficar sem o bônus este ano, hein?
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não vi nada com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Você fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Senão vai ficar sem o bônus este ano, hein?
( autor desconhecido)
domingo, 3 de abril de 2011
Cadê o amor na minha vida?
O que é o amor?
O tempo todo, por vários lugares, poesias, anúncios, rodas de conversas vemos o amor sendo objeto de reflexão.
Sentimos amor de muitas maneiras diferentes, amor pelos filhos, pelos pais, irmãos, amigos, conjugues. E por cada um um amor diferente.
E nesse texto vamos nos ater ao amor homem X mulher. Amor carnal. Vontade de envelhecer junto. Do amor que nos faz perder a razão.
Acreditava, Nietzsche, que o amor chega quando se tenta desejar o bem em sua totalidade para algo. Dizia que quando amamos juntamos todas as melhores propriedades das coisas mais maravilhosas e perfeitas do mundo, e consideramos similares ao objeto amado. Com afirmações desse tipo, estapafúrdias, concluí-se que o sentimento do amor pode distorcer a representação da realidade, pode afastar a pessoa da realidade compartilhada pela maioria, tal como se tratasse de idéias supervalorizadas ou uma certa obsessão.
E, racionalmente falando, o amor nos afasta dessa representação social da realidade, nos tira o chão e na maioria das vezes temos as mais inconsequentes atitudes. Mas por amor vale a pena perder o equilíbrio, perder a razão, sair da realidade ditadora.
Alguns autores mais recentes acham que a atenção, carinho, zelo e cuidados em relação à pessoa amada devem ser esperados em qualquer relacionamento amoroso saudável e, por saudável, devemos entender o relacionamento que jamais proporcionará sofrimento, seja da pessoa que ama seja de quem é amado (Simon, 1982 e Fisher, 1990).
E para você, leitor amigo, que é o amor? A perda da representação da realidade, como acredita Nietzsche ou é a expressão de um amor saudável? Ou Algo nunca antes descrito?
Eu já amei muito. E de diferentes formas, vários homens diferentes. Já lutei, perdi, reconquistei, sofri, fui correspondida, não correspondida. Já amei apenas um e já amei à muitos ao mesmo tempo. Porém, nos últimos anos, tenho percebido que já não me abalo sentimentalmente e que já não me importo mais com meu companheiro. E não me importo com meu namorado , não zelo, não cuido, não perco a realidade. Não me importo se ele vem ou não. se liga ou passa dias sem dar sinal de vida. E ai você pode dizer: "você não o ama!"
De fato, não me surpreenderia com essa possibilidade. Mas o fato que me assusta é que homem nenhum me causa taquicardia, suadeira, saudade, vontade ou qualquer outra características do amor. Simplesmente deixei de sentir amor pelos homens. Só tesão, desejo, vontade de transar e satisfazer meu bel-prazer.
Será que alguma coisa se perdeu em mim? Ou a idade, a vivencia faz isso as pessoas?
Eu não sinto mais emoção. Aquele desejo de cativar, que Antoine de Saint- Exupèry valoriza em "o pequeno Príncipe" se perdeu a muito tempo.
Eu sinto saudade de amar, de sentir amor, aquele frio na barriga, aquela vontade de ver, de ouvir a voz do ser amado.
Talvez a correria do dia-a-dia tenha endurecido meu coração.
Meu Deus, onde foi que eu perdi a fórmula para sentir amor?
O tempo todo, por vários lugares, poesias, anúncios, rodas de conversas vemos o amor sendo objeto de reflexão.
Sentimos amor de muitas maneiras diferentes, amor pelos filhos, pelos pais, irmãos, amigos, conjugues. E por cada um um amor diferente.
E nesse texto vamos nos ater ao amor homem X mulher. Amor carnal. Vontade de envelhecer junto. Do amor que nos faz perder a razão.
Acreditava, Nietzsche, que o amor chega quando se tenta desejar o bem em sua totalidade para algo. Dizia que quando amamos juntamos todas as melhores propriedades das coisas mais maravilhosas e perfeitas do mundo, e consideramos similares ao objeto amado. Com afirmações desse tipo, estapafúrdias, concluí-se que o sentimento do amor pode distorcer a representação da realidade, pode afastar a pessoa da realidade compartilhada pela maioria, tal como se tratasse de idéias supervalorizadas ou uma certa obsessão.
E, racionalmente falando, o amor nos afasta dessa representação social da realidade, nos tira o chão e na maioria das vezes temos as mais inconsequentes atitudes. Mas por amor vale a pena perder o equilíbrio, perder a razão, sair da realidade ditadora.
Alguns autores mais recentes acham que a atenção, carinho, zelo e cuidados em relação à pessoa amada devem ser esperados em qualquer relacionamento amoroso saudável e, por saudável, devemos entender o relacionamento que jamais proporcionará sofrimento, seja da pessoa que ama seja de quem é amado (Simon, 1982 e Fisher, 1990).
E para você, leitor amigo, que é o amor? A perda da representação da realidade, como acredita Nietzsche ou é a expressão de um amor saudável? Ou Algo nunca antes descrito?
Eu já amei muito. E de diferentes formas, vários homens diferentes. Já lutei, perdi, reconquistei, sofri, fui correspondida, não correspondida. Já amei apenas um e já amei à muitos ao mesmo tempo. Porém, nos últimos anos, tenho percebido que já não me abalo sentimentalmente e que já não me importo mais com meu companheiro. E não me importo com meu namorado , não zelo, não cuido, não perco a realidade. Não me importo se ele vem ou não. se liga ou passa dias sem dar sinal de vida. E ai você pode dizer: "você não o ama!"
De fato, não me surpreenderia com essa possibilidade. Mas o fato que me assusta é que homem nenhum me causa taquicardia, suadeira, saudade, vontade ou qualquer outra características do amor. Simplesmente deixei de sentir amor pelos homens. Só tesão, desejo, vontade de transar e satisfazer meu bel-prazer.
Será que alguma coisa se perdeu em mim? Ou a idade, a vivencia faz isso as pessoas?
Eu não sinto mais emoção. Aquele desejo de cativar, que Antoine de Saint- Exupèry valoriza em "o pequeno Príncipe" se perdeu a muito tempo.
Eu sinto saudade de amar, de sentir amor, aquele frio na barriga, aquela vontade de ver, de ouvir a voz do ser amado.
Talvez a correria do dia-a-dia tenha endurecido meu coração.
Meu Deus, onde foi que eu perdi a fórmula para sentir amor?
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